Como funciona e o que esperar
As persianas de bambu, palha, junco e ratã são feitas de fibras naturais trançadas com fio de algodão ou náilon, formando um painel que sobe em rolo ou em dobras romanas.
O que as distingue não é o desempenho técnico, mas o efeito da luz. Os vãos irregulares entre as fibras produzem uma claridade filtrada, quebrada, que projeta sombras texturizadas nas paredes e no piso.
É um efeito impossível de reproduzir com tecidos industriais, e a razão pela qual esse tipo de persiana atravessa décadas de tendência sem sair de moda.
A estética conversa diretamente com projetos de estilo tropical, boho, rústico e japandi, e a matéria-prima renovável agrada quem busca soluções de baixo impacto ambiental.
O bloqueio de luz é moderado por natureza: sempre passa claridade pelas frestas da trama.
Para quartos, a solução é encomendar o painel com forro de blackout costurado na face interna, disponível na maioria dos fabricantes.
Os cuidados são específicos das fibras vegetais. Umidade prolongada favorece mofo, e por isso banheiros e áreas de serviço estão fora de cogitação sem tratamento específico.
Sol direto e constante resseca as fibras e desbota a cor ao longo dos anos. A limpeza deve ser sempre seca, com aspirador ou espanador — água em excesso mancha e deforma a trama.



